quinta-feira, 15 de abril de 2010

4º Acampamento Jovem Mercedário



“Jovem, alegre-se na sua Juventude...o Espírito Santo guia a sua vida”.

Esse foi o tema do 4º Acampamento Jovem Mercedário, que ocorreu nos dias 09, 10 e 11 de Abril de 2010. Um projeto sonhado pelos integrantes do MJM e amigos que se dispobilizaram através do trabalho. Um encontro para 28 novos jovens que chegaram empolgados para o acampamento.

Mas talvez o tema pareça um pouco complicado para ser transmitido aos jovens, já que estão em fase de muita informação, transformações, dúvidas e forte apelo social. Afinal de contas, o que ou quem é o Espírito Santo? Como transmitir esta mensagem?

Pois bem, nos utilizamos de brincadeiras, teatros, palestras, dinâmicas, orações e apresentação do próprio Cristo, para que cada jovem tivesse esse encontro com Ele, e tivessem a certeza de que o Espírito Santo age em nossos corações e que podemos transmiti-lo ao próximo. Não há forma melhor de transmitir esta mensagem do que sentindo-O junto a nós.

Todos que estavam lá, com certeza foram em busca de algo. Talvez sem saber ao certo o que, porém todos saíram com corações renovados, felizes por compartilhar e conhecer novos irmãos em Cristo, e com a certeza de que não queremos ser bonecos animados pela sociedade, mas pessoas guiadas pelo Espírito Santo.

O Cristo ressuscitado se fez presente durante o acampamento todo, buscando novas moradas e curando feridas de outras que se encontravam escuras. Derramou seu espírito de amor e preencheu os corações que lá estavam. Retirou cada um de sua escuridão, dando-lhes mãos e voz de Profetas para que através de gestos e palavras possamos agora ser testemunhos desse encontro com Ele, levando-O sempre dentro de um coração adorador.

MJM e Equipe


18/04 - 09:00 hs

PRIMEIRA EUCARISTIA

Transmissão ao Vivo

terça-feira, 13 de abril de 2010

Adoração

Tenho aprendido que:

Adoração é tributar a Deus aquilo que temos de melhor. Seja o melhor dos lábios, sejam ofertas financeiras, seja um choro grato e leal, seja um brado de júbilo, sejam músicas, palmas, danças e instrumentos musicais, ou quem sabe uma meditação íntima, quando ninguém vê ou ouve nada, mas você está ali, adorando a Deus por saber que Cristo morreu para te purificar dos teus pecados passados e futuros!

Esse melhor não é um padrão fixo. O teu melhor não é igual ao melhor do teu próximo. A adoração genuína trabalha com aquilo que tem na mão. E saiba de uma coisa: ainda que seja muito pouco, Deus é poderoso pra te alimentar com aquele pouquinho. Basta crer! Basta entregar! Basta ser grato!

Sendo assim, aquilo que você tem pode ser até do tamanho de uma semente de mostarda! Ofereça a Deus.

Adoração nunca tenta comprar a Deus!

Adoração é uma profunda dependência da força do Senhor. Por mais que você tenha pra ofertar, ou por maior que seja a qualidade que você oferta, isso jamais será uma moeda de troca, ou um modo de constranger a Deus. O amor verdadeiro não procura o seu interesse. E adoração é a entrega de um coração que ama a Deus acima de todas as coisas.

Às vezes nós passamos fases na vida em que não temos quase nada pra ofertar. Essa é a verdade. Como o profeta Habacuque disse: "a figueira não floresce, não há fruto na vide, a oliveira mente, os campos não produzem mantimento, as ovelhas foram roubadas, e não há gado nos currais. Todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação".

Estava meditando... sabe porque nos momentos mais difíceis parece que nosso coração mais se enche da glória de Deus? Porque como não nos sobra nada, a única coisa que temos pra ofertar é o próprio Deus! Agora, imagine Deus sendo multiplicado sobre nós??!!! Nossos "cinco pães e dois peixinhos" se chamam: O Senhor. É a única coisa que temos pra oferecer. Não temos muitas posses, muito dinheiro, nem muito motivo e força pra rir e pular...Mas ofertamos a única coisa que ninguém pode nos roubar: O Espírito Santo, que é o próprio Deus! E essa única coisa que temos é oferecida a Deus, como na multiplicação dos pães e peixes, e há uma multiplicação de Deus sobre nós! Que maravilha!

Mas por não conhecer o amor de Deus, e por não ter uma fé que chegue ao menos no tamanho de um grão de mostarda (a menor semente do mundo), muitas pessoas desconhecem esse caminho da verdadeira adoração. Essas pessoas, geralmente são infantis, mimadas e se desesperam diante do Senhor, quase ordenando que Ele as abençoe para que em fim, possam adorá-lo. Essa adoração é a adoração de Tomé, o discípulo duvidoso. Jesus disse a Tomé: "Bem-aventurados os que não viram e creram!".

Adoração e Fé devem sempre andar juntas. No dia que você não tiver muitas "razões" para adorar, adore em fé!! No dia que você tiver muitas "razões" para adorar, adore em fé, da mesma maneira. Nunca adore por aquilo que você pode ter, ver, ouvir ou sentir! Guarde o teu tesouro no lugar onde "a traça não corrói, e o ladrão não rouba".

Alguém pode perguntar: Que coração é este, hein? É o coração de um super-herói?
É o coração de alguém que só vê flores, borboletas, beija-flores e noites estreladas a todo tempo? Será que isso não é para pessoas com um dom especial? Será que isso não é para poetas, artistas, filósofos e pessoas muito sensíveis?

Guardo bem isso: O coração do adorador é coração de gente, não de semi-anjo.

Quando você sentir-se fraco, feio, desanimado, frágil, dependente, triste, depressivo, espantado, temeroso, alegre, apaixonado, corajoso, forte, vivo, viçoso, rico, lindo, etc... dê graças por uma razão: voce é gente! E Deus escolheu essa coisa louca, pra que o seu Poder e Graça sejam manifestados e exaltados!

Adoração é uma vida abundante que convive com coisas passageiras, mais que não deixa que a esperança em Cristo se limite a essas coisas.

Essa vida de adoração diz ao Senhor: " Para onde me ausentarei do teu Espírito? Se subo aos céus, lá estás, se faço minha cama no abismo, lá estás também. Se eu digo: as trevas me encobrirão, até as trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.
Assim vai o coração do adorador.

Vai, conforme é.

Marcello Cunha

Coração Adorador


Derrama sobre mim
Teu Espírito Senhor
Vem preencher meu coração
Faz-me forte e fiel
Um servo Teu


Tua mão desceu sobre mim
E me retirou da escuridão
Deu-me mãos e voz de profeta
Deu-me um coração adorador
Tua mão desceu sobre mim
E me retirou da escuridão
Deu-me mãos e voz de profeta
Deu-me um coração adorador


Derramo sobre ti
Meu Espírito de amor
Vou preencher teu coração
Te faço forte e fiel
Um amigo meu


Minha mão desceu sobre ti
E te retirei da escuridão
Dei-te mãos e voz de profeta
Dei-te um coração adorador


Bando Dom - Composição: Márcio Pacheco


sexta-feira, 9 de abril de 2010

MISSA - 11/04/2010

11/04 - 18:00 hs.

MISSA DE ENCERRAMENTO DO 4º ACAMPAMENTO

TRANSMISSÃO AO VIVO PELA RÁDIO

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Eucaristia Pós-Moderna

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos,recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.

'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse. Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald's...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

Frei Betto

domingo, 4 de abril de 2010

Experiência de Ressurreição


A experiência da visita ao túmulo de Jesus é um convite a repensar, de maneira intrínseca, nossas atitudes e nossas vidas. Durante a nossa vivência, nos deparamos com muitos conflitos, situações de morte e pecado que nos afastam do projeto de Deus.

Por este motivo, assim como fizeram aqueles homens seguidores de Jesus que, ao visitarem o túmulo, se decepcionaram com o vazio encontrado lá e, ainda sim, não desistiram de o seguir e anunciar, façamos como eles, que,apesar do vazio mundano, foram persistentes e perseverantes na Boa Nova de Cristo. A exemplo da Campanha da Fraternidade - "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" -, que nos remete a evitar a ganância e os males que o dinheiro nos traz, a fim de abraçarmos o verdadeiro Deus.

Desta forma, a Quaresma é um período de preparação para a Páscoa (passagem), de transformação do nosso serviço: do abandono das coisas fúteis para a verdadeiro papel de Cristão na sociedade.

Feliz Páscoa, refletindo nos ensinamentos do Cristo Ressuscitado!

Referências Bíblicas:

At. 10,34a.37-43
Sl. 117 (118)
Cl. 3,1-4
Jo 20, 1-9